Milagres do espírito olímpico

Os Jogos Olímpicos de Inverno 2018, em PyeongChang, na Coreia do Sul, começaram. E mais uma vez o esporte mostrou para o mundo que milagres podem acontecer. Infelizmente, aqui no Brasil, a cultura esportivo não é tão forte quanto as pessoas acham que é. Acredito que o país poderia ser melhor se as pessoas tivessem a oportunidade de crescer com diversos outros conceitos.

Mas, primeiramente, vou tentar definir o esporte (de acordo com o meu achismo):

“Esporte é toda prática de exercícios físicos ou mentais baseados em regras definidas, com objetivo de incentivar a competição saudável e/ou a recreação através de valores morais e ético, promovendo, diretamente e indiretamente, educação, saúde e paz”. Moribe, Denis

Dessa minha definição, acredito que todos os esportes são excelentes ferramentas para a vida de qualquer pessoa. TODOS OS ESPORTES.

Por que destaco TODOS? Porque, no meu ponto de vista, o Brasil se concentra demais no futebol. O restante dos esportes poderia muito bem passar bons valores às crianças e aos praticantes. Acredito que os outros esportes não crescem porque o futebol aqui é fortíssimo e isso acaba “minando” a ascensão dos restantes.

E em um momento tão conturbado que o país vive, o que falta muitas vezes são justamente os valores morais e éticos que o esporte pode propiciar. Uma pena, porque o Brasil perde a oportunidade de enxergar com outros olhos diversos acontecimento no esporte, que serviriam de grande inspiração para as pessoas.

Por exemplo, a Associação Miratus, no Rio de Janeiro, utiliza o Badminton como plataforma de educação para promover o esporte, o desenvolvimento pessoal e a inclusão social. Fundada por Sebastião Dias de Oliveira, a ONG possui atualmente vários parceiros, sejam elas públicas ou privadas. Fico imaginando quantas crianças a Associação Miratus conseguiu tirar das ruas para oferecer a elas um caminho correto. Hoje, Ygor Coelho, filho de Sebastião, é o número 1 do Brasil no Badminton, Top 50 do mundo e a grande referência para essas crianças:

Existem imagens antológicas, que são inspiradoras para o mundo. Em 1996, Cassius Clay (vulgo Muhammad Ali), um dos maiores nomes do esporte no século XX, foi responsável por uma das cenas mais inspiradoras da história dos Jogos Olímpicos. Vítima do Mal de Parkinson, Muhammad Ali foi o responsável por acender a pira olímpica em Atlanta, nos Estados Unidos. Veja no vídeo abaixo:

Outra imagem inesquecível no mundo dos esportes: Vanderlei Cordeiro de Lima nos jogos de Atenas, na Grécia. O ex-atleta brasileiro liderava a prova da maratona. Faltavam cerca de 7 km para conquistar a medalha de ouro, estava a uns 40 segundos de diferença em relação ao segundo colocado. Até que Cornelius Horan, um ex-padre irlandês, pulou as barreiras de seguranças e atacou Vanderlei. Essa interrupção foi crucial para que o ex-maratonista perdesse seu ritmo e, consequentemente, fora ultrapassado. Mesmo assim, conquistou a medalha de bronze e aceitou este resultado sem contestação nenhuma. Vanderlei Cordeiro de Lima foi extremamente exemplar em seu comportamento humilde e espírito esportivo, sem ao menos contestar o resultado.

E que tal se falarmos de Nikki Hamblin e Abbey D’Agostino em 2016, no Rio de Janeiro? As duas atletas estavam nas eliminatórias dos 5.000 m, até que a neozelandesa Nikki Hamblin tropeçou e derrubou a norte-americana Abbey D’Agostino, que acabou torcendo o tornozelo. Para cruzar a linha de chegada, a neozelandesa estende a mão para a americana, incentivando-a que continuasse.

Sem falar sobre a delegação de atletas olímpicos refugiados de seus países nos Jogos de 2016…

Hoje o espírito olímpico fez mais um milagre. Em um cenário político mundial bastante conturbado, o esporte conseguiu unir, mesmo que temporariamente, as duas Coreias para competirem JUNTAS os Jogos Olímpicos de Inverno, em PyeongChang, na Coreia do Sul. É o esporte escrevendo mais um capítulo da história.

Cerimônia de abertura com as duas Coreias entrando juntas. Imagem: Globo.com

Em um mundo de competições nucleares, ameaças decorrentes e guerras constantes, o esporte acaba sendo a ferramenta mais eficaz para mostrar ao mundo que é possível ter paz (nem que seja em um curto período).

São exemplos do quanto o esporte pode mudar a vida das pessoas. Do quanto as pessoas se espelham nos atletas, pelas suas posturas, por suas atitudes. Infelizmente, no Brasil, as pessoas discutem por uma semana se tal jogador fez o certo por ser sincero…

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